Aprovação da reforma trabalhista pode gerar 2,3 milhões de empregos, diz estudo

Um estudo divulgado pelo Santander aponta que a aprovação da reforma trabalhista pode gerar 2,3 milhões de empregos no país. Segundo a instituição financeira, a excessiva regulamentação do mercado de trabalho brasileiro é considerada pelas empresas como o segundo fator mais problemático para se fazer negócios no país.

Os autores reconhecem, porém, que um mercado com maior rotatividade tende a penalizar de forma mais intensa o trabalhador menos qualificado, "que tende a ser o primeiro a perder o emprego durante as crises e o último a ser contratado nas recuperações". Desta forma, destacam que são necessárias políticas de proteção social para amenizar tais efeitos.

Utilizando como base um relatório do Instituto Fraser, divulgado em 2016 e com base em dados de 2014, o estudo aponta que há uma relação entre a nota de rigidez e a taxa de desemprego nos países. Seguindo esse pensamento, quanto maior a nota, ou seja, quanto menor a rigidez, menor a taxa de desemprego. Em 2016, o Brasil ficou em 114º lugar, com nota 4,5, de um total de 159 nações. Na época, Hong Kong ficou em primeiro lugar no ranking, com nota 9,4.

Desta forma, os autores afirmam que o desemprego será reduzido caso a reforma trabalhista seja aprovada. Segundo o Santander, a aprovação levaria a uma queda do desemprego de mais ou menos 1,5 ponto percentual da taxa de desemprego, o que resultaria em 2,3 milhões de novos postos.

"A aprovação da reforma trabalhista é fundamental para acelerar a saída da recessão (via confiança e investimentos), reduzir estruturalmente o desemprego (através de melhora da competitividade da mão de obra brasileira) e diminuir a desigualdade de renda via contenção da informalidade", escrevem.

Fonte: Yahoo
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