Sobral (CE): Justiça transfere para o município investigação contra o ex-ministro Cid Gomes

Segundo denúncia do Ministério Público, Cid Gomes adquiriu empréstimo do BNB de forma irregular. O ex-ministro diz que não foi notificado sobre o caso e se pronunciará 'tão logo isso aconteça'.

A Justiça Federal transferiu de Fortaleza para Sobral a investigação aberta contra o ex-governador do Ceará, Cid Gomes – denunciado criminalmente na concessão de empréstimo irregular realizado no Banco do Nordeste.

O processo tinha sido aberto em janeiro deste ano pelo juiz da 32ª Vara Federal de Fortaleza, Francisco Luis Rios Alves. No entanto, o juiz declarou "declínio de competência" porque o empréstimo foi realizado numa agência de Sobral.

O ex-governador Cid Gomes conseguiu em agosto de 2014 empréstimo de R$ 1.335.700 para construir galpões para locação em Sobral. Segundo denúncia do Ministério Público Federal, o ex-governador usou a sua empresa Oito Gestão e Empreendimentos Ltda para obter o dinheiro, mas apresentou valores superestimados de faturamento.

Além do ex-governador, foram denunciados outras 6 pessoas – entre elas funcionários do banco do Nordeste que autorizaram o empréstimo. Em nota, Cid Gomes afirmou que ainda não foi notificado sobre o processo e se pronunciará "tão logo isto aconteça". Em relação ao empréstimo, Cid diz que "este foi feito regularmente, sob as mesmas condições dadas a qualquer pessoa e com garantia real de três vezes o empréstimo contraído.

Os recursos foram aplicados conforme o objeto contratado e já está em fase de ressarcimento desde o ano passado, com todas as prestações pagas rigorosamente no prazo fixado".

Justiça Federal em Sobral aceita denúncia contra Cid Gomes

Segundo a denúncia do MPF, uma empresa que tem o ex-governador como sócio recebeu empréstimo de R$ 1,3 milhão para construção de galpões em Sobral, Região Norte do estado. A operação financeira foi realizada quando ele ainda era governador do Ceará em 2014.

De acordo com inquérito instaurado pelo MPF e com relatório da Controladoria Geral da União (CGU), na concessão do empréstimo não foram respeitadas as regras para operações financeiras com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Houve também falhas no controle interno do banco e superdimensionamento do faturamento da empresa na avaliação de crédito.

Fonte: DN
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