Cid: Lula foi complacente com a corrupção e se Tasso for candidato “vamos enfrentá-lo”

O governador Cid Gomes avalia que o ex-presidente Lula foi mais complacente com a corrupção e o pragmatismo do que a sua sucessora, Dilma Rousseff.

“A Dilma não é o Lula. O Lula tem grandes virtudes de líder, de carisma… mas eu considero a Dilma uma pessoa menos complacente com a corrupção. Acho que o Lula já tem mais, num sentido mais pragmático de convivência com isso. Nesse sentido eu me afino muito mais com a Dilma do que com o Lula, falando de líderes do PT”, disse o pedetista em entrevista, na segunda-feira (23), após solenidade na Assembleia Legislativa.

A declaração foi feita após Cid comentar a manifestação do senador Eunício Oliveira que se colocou como “eleitor de Lula”, mesmo após ter apoiado do impeachment da petista. “Ele trabalhou e votou foi contra a Dilma e não contra o Lula. Mas eu não sou porta-voz do Eunício. Ele que se explique”, ponderou Cid.

Sobre o apoio de Eunício em uma eventual candidatura de Lula em 2018, Cid avaliou que a postura guarda “certa coerência”. “A gente apoia quem a gente quer. É muito pouco provável que o PMDB tenha candidato à Presidência da República, então eu vejo com naturalidade. Todas as vezes que o Lula foi candidato, ele votou nele, então eu veja com uma certa coerência essa manifestação. Não tenho muito a declarar”, concluiu.

Aproximação

Sobre a aproximação do governador Camilo Santana com Eunício, Cid disse que os encontros são fundamentados diante da necessidade de agilizar a liberação de financiamentos para Ceará junto ao Congresso Nacional. “Quem está na responsabilidade de governar tem que superar divergências políticas pra ir atrás do que é necessário para a administração. O senador Eunício cumpre o seu dever institucional que é apoiar o Estado”, ressaltou Cid Gomes.

Tasso

Já sobre uma possível candidatura do senador Tasso Jereissati (PSDB) ao governo do Ceará, contra a reeleição de Camilo Santana (PT), o ex-governador reagiu com naturalidade. “Se (Tasso) for (o candidato), muito bem, vamos enfrentá-lo”, pontuou.

Fonte: Política com K
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