Bolsonaro não passa de um parlamentar já manjado na velha política

O deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro é o tipo de político já manjado na velha política.

É tipo Fernando Collor que apareceu dizendo que acabaria com os marajás, mas acabou com o mandato cassado.

É tipo Aécio Neves que prometia acabar com a corrupção, mas só não está preso porque seus colegas senadores evitaram que o seu mandato fosse cassado.

É tipo um político pra nada que tem quase 30 anos na política, mão não tem nenhum projeto de sua autoria para apresentar ao povo brasileiro.

É tipo qualquer candidato hipócrita que se apresenta sendo contra o sistema podre da política, mas que em seus comportamentos pessoais pratica o que ele dizer ser contra.

Durante todos esses quase 30 anos de política, os maiores beneficiados por Bolsonaro foram seus familiares.

O deputado, durante 20 anos, empregou ex-mulher Ana Cristina, a irmã dela, Andrea, e o pai delas, José Cândido Procópio (Veja Aqui no O Globo).

A ex-cunhada Andrea ficou no gabinete de Jair Bolsonaro de setembro de 1998 até novembro de 2006, quando o STF discutia casos de nepotismo. Em setembro de 2008, uma semana após a edição da súmula pelo Supremo, ela foi nomeada na Assembleia Legislativa do Rio no gabinete de Flávio Bolsonaro, onde está até hoje, com salário de R$ 6,5 mil líquido. Andrea foi nomeada no mesmo dia da exoneração do pai José Cândido, no mesmo gabinete de Flávio Bolsonaro.

Bolsonaro empregou por um ano e dois meses a atual mulher, Michelle, em seu próprio gabinete na Câmara dos Deputados. No período, ela ainda foi promovida. A contratação e a promoção fizeram Michelle ter seu salário quase triplicado em relação à atividade anterior, na liderança do PP, então partido de Bolsonaro." (Veja Aqui na Folha de SP).

E Bolsonaro ainda empregou um dos filhos, antes de colocá-lo na política.

Se fosse permitido, Bolsonaro empregaria até o cachorro e papagaio de casa.

Em abril de 2005, durante uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Bolsonaro defendeu a contratação dos parentes e citou a situação do filho Eduardo Bolsonaro, hoje deputado federal por São Paulo. Ele foi funcionário da liderança do PTB entre 2003 e 2004, quando o hoje presidenciável estava no partido.

Já tive um filho empregado nesta Casa e não nego isso. É um garoto que atualmente está concluindo a Federal do Rio de Janeiro, uma faculdade, fala inglês fluentemente, é um excelente garoto. Agora, se ele fosse um imbecil, logicamente estaria preocupado com o nepotismo, ou se minha esposa fosse uma jumenta, eu estaria preocupado com nepotismo também — justificou na época. (Veja Aqui no O Globo)

É isso mesmo, o filho estudava direito e ainda tinha tempo para ser funcionário do gabinete do pai Jair Bolsonaro. Assim é fácil ser contra a política de cotas nas universidades... tendo filho universitário recebendo um gordo salário vindo de Brasília.

Bolsonaro colocou três filhos na política

Em 30 anos, os brasileiros viram Bolsonaro e os três filhos saírem de pessoas com poucos recursos, para se tornarem milionários, com um património que aumentou consideravelmente nos últimos 10 anos. Hoje são donos de 13 imóveis valorizados que somam mais de R$ 15 milhões, além de outros bens entre carros, motos, jet-ski, terrenos e aplicações financeiras que superam mais de 1 milhão de reais. (Veja Aqui na Folha de SP).

Como não se declara sócio de nenhum empresa, então todo o património de Bolsonaro veio da política.

A conta não fecha... Se juntar os salários que Bolsonaro recebeu em 2010 e 2014, sem ele gastar um único centavo dos salários, não chega nem a 2 milhões.

O mais curiosos é que o património da família Bolsonaro é maior que o do presidente Lula que tem sua vida vasculhada há 40 anos.

Segundo o site UOL (Veja Aqui) e a Revista Época (Veja Aqui), durante processo contra o ex-presidente, o MPF (Ministério Público Federal), pediu o bloqueio de R$ 21,4 milhões em bens e valores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de outros R$ 2,5 milhões de seu filho Luís Cláudio Lula da Silva. Mas o MPF foi informado que os bens do petista e da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro deste ano, não alcançava nem a metade, sendo avaliado em 11,7 milhões. Os bens de maior valor são duas aplicações financeiras em previdência privada, que alcançam R$ 9 milhões.

Bolsonaro e os três filhos teriam muito o que explicar se o património deles tivessem o mesmo tratamento que tem o património do ex-presidente Lula que é investigado a mais de 40 anos.
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