Câmara gasta 39% a mais com 'voo' eleitoral de Bolsonaro

Segundo colocado na disputa pelo Planalto, deputado gastou 39% a mais neste mandato do que no anterior; Lei não permite que verba seja usada para fins eleitorais.

"Hoje estou perdendo a sessão em Brasília. Gostaria de estar lá", disse Bolsonaro em entrevista à Revista Época quando viajou para Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral da Paraíba, para dar palestras, falar com eleitores em praças e conceder entrevistas para rádios locais.

Em campanha aberta para a Presidência da República, Bolsonaro aumentou seus gastos com passagens aéreas pagas com dinheiro público da Câmara dos Deputados. Levantamento feito pelo Estadão/Broadcast mostra que, nesta legislatura (entre 2015 e 2017), o deputado fluminense gastou 39% mais com passagens custeadas pela Câmara do que no período anterior (de 2011 a 2014): passou de R$ 261 mil para R$ 362 mil.

Todos sabem que os deputados e senadores têm direito às cotas parlamentares para serem gastas, entre outras necessidades, com passagens para seus Estados de origem que são os redutos eleitorais ou onde mora a família, mas Bolsonaro tem feito deslocamentos para outros Estados, num total de 2,3 por mês que já somam 351 viagens, pagas pelos brasileiros.

Foram considerados apenas os bilhetes em que Bolsonaro é o passageiro e pagos por meio da cota parlamentar. Entre 2015 e 2017, Bolsonaro já gastou quase 1 milhão de cota parlamentar.

OUTRA LADO

Procurado, o deputado não foi localizado. No informativo em que presta contas do mandato, Bolsonaro justifica suas viagens como uma troca de experiências sobre a administração pública.

O chefe de gabinete, Jorge Francisco, afirmou que a estrutura do Parlamento não se confunde com as atividades de pré-campanha. Ele disse também que o deputado viaja a convite para falar sobre segurança.

Com informações do Estadão
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