"É um imóvel realmente da OAS", diz advogado que pediu a penhora do triplex

Ao determinar a penhora do triplex do Guarujá pelo qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a nove anos e meio de cadeia em sentença do juiz Sérgio Moro, a juíza Luciana Corrêa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), criou uma situação embaraçosa para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a quem caberá rever a decisão de Moro.

Mostrou-se, mais uma vez, que houve uma condenação sem provas. Pior, sem crime.

"É um imóvel realmente em nome da OAS. (...) Porque ele está no CNPJ dela. É um fato incontroverso que terá que ser esmiuçado pelos desembargadores do TRF-4", prevê o advogado Eric Furtado Ferreira Borges, autor do pedido de penhora em prol da Macife S/A Materiais de Construção, que cobra da OAS mais de R$ 120 milhões.

A expectativa do advogado é levar o triplex a leilão.

A pergunta que o TRF-4 terá de responder é a seguinte: Como é que Lula é dono de um triplex que estava no nome da OAS e que foi penhorado para pagar dividas da empresa?

As justificativas na sentença de Sergio Moro não se sustentam.

Como é que alguém, no caso o Lula, recebe um triplex e deixa o imóvel no nome de uma empresa que entrou em processo de falência sabendo que os credores e fornecedores pediriam na justiça o bloqueio dos bens da empresa para o pagamento das dividas?

Foi justamente o que ocorreu com o triplex que acabou sendo penhorado.
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