Família Bolsonaro vs Dinheiro Público e a Suspeita de Lavagem de Dinheiro

A Folha de São Paulo, Globo e SBT publicaram várias matérias sobre a Família Bolsonaro falando de sua relação com o Dinheiro Público e até mesmo de suspeita de Lavagem de Dinheiro. Confira:

Ex-Mulher, ex-Cunhada e ex-Sogro de Bolsonaro

Segundo o site O Globo: "O deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro e seus filhos empregaram, nos últimos 20 anos, uma ex-mulher do parlamentar e dois parentes dela em cargos públicos em seus gabinetes. Ana Cristina Valle, ex de Bolsonaro e mãe de Jair Renan, o quarto filho do presidenciável; a irmã dela, Andrea, e o pai das duas, José Cândido Procópio, ocuparam as vagas a partir de 1998, ano de nascimento de Jair Renan. Ana Cristina e José Cândido não estão mais nos gabinetes da família, mas Andrea continua no do deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável." (Veja Aqui).

Atual Mulher de Bolsonaro

Segundo o site Folha de SP: "O presidenciável Jair Bolsonaro empregou por um ano e dois meses a atual mulher, Michelle, em seu próprio gabinete na Câmara dos Deputados. No período, ela ainda foi promovida. A contratação e a promoção fizeram Michelle ter seu salário quase triplicado em relação à atividade anterior, na liderança do PP, então partido de Bolsonaro." (Veja Aqui).

Filho de Bolsonaro

Em abril de 2005, durante uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Bolsonaro defendeu a contratação dos parentes e citou a situação do filho Eduardo Bolsonaro, hoje deputado federal por São Paulo. "Já tive um filho empregado nesta Casa (entre 2003 e 2004) e não nego isso. É um garoto que atualmente está concluindo a Federal do Rio de Janeiro, uma faculdade, fala inglês fluentemente, é um excelente garoto. " (Veja Aqui).

É isso mesmo, o filho estudava direito e ainda tinha tempo para ser funcionário do gabinete do pai Jair Bolsonaro. Assim é fácil ser contra a política de cotas nas universidades... tendo um filho universitário recebendo um gordo salário vindo de Brasília.

Talvez você diga que na época não era crime empregar familiares. Ok, não era crime, mas já era uma prática imoral, tanto que o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu essa forma imoral de empregar familiares para se beneficiar do dinheiro do povo. O STF determinou que os familiares fossem exonerados e deixassem de usufruir do dinheiro do povo brasileiro.

Irmão de Bolsonaro é Funcionário Fantásmas

Segundo reportagem do SBT:
"Renato Bolsonaro, irmão do deputado Jair Bolsonaro, foi exonerado do cargo de assessor especial parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo depois de três anos. Ele recebia 17 mil reais por mês, mas não aparecia para trabalhar." (Veja Aqui).

Bolsonaro tem servidora fantasma que vende açaí em Angra

Segundo o site Folha de SP: "Jair Bolsonaro usa verba da Câmara dos Deputados para empregar uma vizinha dele em um distrito a 50 km do centro de Angra Dos Reis (RJ). A servidora trabalha em um comércio de açaí na mesma rua onde fica a casa de veraneio do deputado, na pequena Vila Histórica de Mambucaba. A mulher presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal atividade um comércio, chamado "Wal Açaí" e figura desde 2003 como uma dos 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro, em Brasília, recebendo atualmente salário bruto de R$ 1.351,46." (Veja Aqui).

Com 13 imóveis, que valem pelo menos R$ 15 milhões, Bolsonaro e Filho já receberam quase R$ 1 milhão de Auxílio-Moradia da Câmara

Segundo o site Folha de SP: "O presidenciável Jair Bolsonaro e um de seus filhos, Eduardo Bolsonaro, recebem dos cofres públicos R$ 6.167 por mês de auxílio-moradia mesmo tendo um imóvel em Brasília. Ao todo, pai e filho embolsaram até dezembro passado R$ 730 mil, já descontado Imposto de Renda." (Veja Aqui).

Bolsonaro usa cota parlamentar em pré-campanha

Segundo o site Folha de SP: "O deputado federal Jair Bolsonaro tem usado sua cota parlamentar para custear viagens pelo país em que se apresenta como pré-candidato à Presidência em 2018. A cota reembolsa viagens e outras despesas do mandato. Nas regras de uso, a Câmara diz que "não serão permitidos gastos de caráter eleitoral". Bolsonaro gastou em viagens, por mês, uma média de R$ 4.400 do dinheiro povo brasileiro para fazer pré-campanha. (Veja Aqui).

Flávio Bolsonaro, o expert em Mercado Imobiliário

Segundo o site Folha de SP: "Flávio entrou na política com um Gol 1.0, em 2002. Quinze anos depois, tem dois apartamentos e uma sala que, segundo a prefeitura, valem R$ 4 milhões. Ele realizou operações envolvendo 19 imóveis na zona sul do Rio de Janeiro e Barra. 45 dias depois, Flávio vendeu os imóveis para a MCA Participações, empresa que tem entre os sócios uma firma do Panamá (país conhecido por seus Paraísos Fiscais). Segundo os registros, o político lucrou com a operação pelo menos R$ 300 mil no curto período.

Em 2012, Flávio comprou no mesmo dia dois apartamentos diferentes. Nos dois casos, os ex-proprietários venderam os imóveis com prejuízo – pelo menos no papel – de ao menos R$ 60 mil. Pouco mais de um ano depois, Flávio lucrou R$ 813 mil com a venda dos mesmos imóveis, valorização de mais de 260%.

Resultado semelhante ele teve com um imóvel adquirido na planta em Laranjeiras.

Flávio o declarou à Justiça Eleitoral em 2014, por R$ 565,8 mil. Em 2016, informou o preço de R$ 846 mil. No fim daquele ano, a compra foi registrada em escritura, por R$ 1,7 milhão. Um ano depois, o revendeu por R$ 2,4 milhões." (Veja Aqui).

Família Bolsonaro é suspeita de Lavagem de Dinheiro ao multiplicarem milhões na política

Segundo o site Folha de SP: "O deputado e presidenciável Jair Bolsonaro e seus três filhos que exercem mandato são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca. Os bens dos Bolsonaro incluem ainda carros que vão de R$ 45 mil a R$ 105 mil, um jet-ski e aplicações financeiras, em um total de R$ 1,7 milhão, como consta na Justiça Eleitoral e em cartórios.

As duas principais casas do patrimônio de Bolsonaro ficam em um condomínio à beira-mar na Barra, na avenida Lúcio Costa, um dos pontos mais valorizados do Rio. Segundo documentos oficiais, ele adquiriu uma por R$ 400 mil em 2009 e outra por R$ 500 mil em 2012. Hoje o preço de mercado das duas juntas é de pelo menos R$ 5 milhões, de acordo com cinco escritórios imobiliários da região consultados pela Folha. Ou seja, teriam tido valorização de pelo menos 450% no período.

À época, a prefeitura já avaliava o preço das casas muito acima, no cálculo para o imposto de transmissão de bem. Para a de R$ 400 mil, R$ 1,06 milhão. Para a de R$ 500 mil, R$ 2,23 milhões. As transações que resultaram na compra da casa em que Bolsonaro vive, na Barra, têm, em tese, indícios de uma operação suspeita de lavagem de dinheiro, segundo os critérios do Coaf (Ministério da Fazenda) e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci).

O Cofeci aponta que configura ter "sérios indícios" de lavagem de dinheiro operação na qual há "aparente aumento ou diminuição injustificada do valor do imóvel" e "cujo valor em contrato se mostre divergente da base de cálculo do ITBI", o imposto cobrado pelas prefeituras. Desde 2014, operações do tipo devem ser comunicadas ao Coaf – a unidade que detecta operações irregulares no sistema financeiro.

O valor real dos imóveis de toda a família – cinco em nome de Jair Bolsonaro, três de Carlos, dois de Eduardo e três de Flávio – representa cerca do triplo do que a família declarou à Justiça." (Veja Aqui).

Você pode até questionar a Família Bolsonaro e dizer que são péssimos políticos, principalmente Jair Bolsonaro, por seu baixo desempenho, por ser um deputado que não tem projetos para apresentar ao povo brasileiro. Mas como homens de negócios do setor imobiliário, a Família Bolsonaro é fera e sabe muito bem como realizar "o milagre da multiplicação do dinheiro". São imóveis que valorizam 260% e até 450%, em um curto período de tempo, enquanto outros, na mesma rua ou condomínio, não valorizam nem 15% desse valor.

Bolsonaro assume o crime de sonegação de impostos e aconselha população a fazer o mesmo

Segundo o site Folha de SP: "É corriqueira no país a prática de um comprador de um imóvel registrar na escritura um valor abaixo do que realmente pagou. A trapaça permite dar um olé na cifra correta do imposto de transmissão de bem, esconder o lucro imobiliário ou omitir a evolução de um patrimônio."

- A pena prevista para sonegador de impostos é de detenção de 6 meses a 2 anos, e multa.

"Conselho meu e eu faço: eu sonego tudo o que for possível". A frase é de Jair Bolsonaro, durante uma entrevista a um programa na TV Bandeirantes em 1999.

"Se puder, não pago (imposto) porque o dinheiro vai pro ralo, pra sacanagem. Prego sobrevivência. Se pagar tudo o que o governo pede, você não sobrevive", justificou Bolsonaro.

Todos que fazem algo de errado tenta justificar de alguma forma. Dizer que não paga seus impostos porque o governo utiliza mal os recursos não justifica o crime de sonegação, pois esse dinheiro pode muito bem está fazendo falta na saúde e educação do povo. Bolsonaro hoje defende a sonegação, mas se um dia fosse gestor público - prefeito, governador ou presidente -, Bolsonaro cobraria, com rigor, os devidos impostos da população.

OUTRO LADO

A Folha de SP procurou Bolsonaro e seus três filhos desde a tarde de quinta-feira (4) e encaminhou 32 perguntas para as assessorias dos quatro.

Apenas as de Flávio e Carlos responderam, mas de forma genérica.

Flávio afirmou que estava em viagem ao exterior e que ficaria à disposição quando retornar ao Rio, dia 17.

A assessoria de Carlos disse que seu patrimônio é modesto e igual há vários anos.

A Folha enviou 13 questionamentos a Jair Bolsonaro, entre os quais se ele considera o patrimônio de sua família compatível com os ganhos de quem se dedica exclusivamente à política. O deputado não respondeu.

Jair Bolsonaro que deseja ser candidato a Presidente da República em 2018 já declarou em 2014 que tinha o desejo de ser Vice de Aécio Neves (PSDB) e que até mesmo seria "uma honra" (Veja Aqui) ser vice do senador mineiro que hoje é o mais enrolado com a justiça tendo várias denuncias de corrupção.
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