Governo entrega aos americanos tudo que foi recuperado pela Lava Jato

Obras inacabadas, canteiros vazios, estaleiros sem pagamentos, demissão de 50 mil pessoas em três anos. Este é o cenário do setor naval após dois golpes: primeiro, o da Lava Jato sobre a Petrobras e outras gigantes brasileiras. Segundo, o do impeachment de Dilma Rousseff, que levou Michel Temer ao poder e, com ele, mudanças na política de conteúdo local, na própria estatal de petróleo e nos leilões que agora permitem a concorrência internacional. Isso foi o que relatou a jornalista Leila Coimbra em reportagem publicada pelo Poder 360.

Temer doa R$ 10 bilhões, uma Lava Jato inteira, para investidores norte-americanos.

Além de participar timidamente dos leilões do pré-sal, permitindo que as reservas brasileiras fossem assumidas por empresas como Shell, Exxon e Chevron, o presidente da Petrobras Pedro Parente - apoiado pelo presidente Michel Temer - decidiu fechar um acordo com a Justiça dos Estados Unidos para que a estatal brasileira pague US$ 2,95 bilhões – o equivalente a R$ 10 bilhões – a investidores norte-americanos. Assim, o dinheiro recuperado pela Operação Lava Jato, conduzida por Sérgio Moro, segue direto para os Estados Unidos.

"A Petrobras fechou acordo, em Nova York, para suspender ação coletiva (class action) movida por grupo de acionistas e detentores de títulos da estatal, em decorrência de prejuízos provocados por seu envolvimento nos desvios de recursos investigados pela Operação Lava-Jato. A companhia concordou em pagar US$ 2,95 bilhões aos investidores, em duas parcelas de US$ 983 milhões e uma de US$ 984 milhões. Os detalhes do acordo estão em fato relevante divulgado nesta quarta-feira ao mercado", aponta reportagem do Valor Online.

"A ratificação do acordo depende ainda de decisão do juiz Jed Rakoff, da primeira instância da Justiça americana, mas a tendência, uma vez que houve acordo entre as partes, é que ele aprove a admissão inicial do acerto. Feito isso, dez dias depois, a estatal brasileira pagará aos participantes da 'class action' um terço do valor negociado", diz ainda o texto.

Se alguém tinha dúvidas de que a Lava Jato é uma operação contra a economia do Brasil, eis a prova nesse acordo, que é corroborada com o desemprego, precarização do trabalho e redução nos salários dos trabalhadores brasileiros.

O próximo passo, para assegurar essa tungada de R$ 10 bilhões no país, será inabilitar o ex-presidente Lula no julgamento do próximo dia 24 de janeiro. A ideia é tirar o petista das eleições de 2018.
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