Ipu (CE): Resultado do Enem 2017 sai dia 18. Delmiro Golveia e Auton Aragão foram destaques em 2016

O MEC (Ministério da Educação) informou que os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2017 serão divulgados no dia 18 de janeiro de 2018, um dia antes da data prevista.

Vamos aguardar os resultados de 2017 e comparar com os resultados de 2016 que mostrou 7 escolas ipuenses, 4 públicas e 3 da rede privada.


Somamos as médias das notas das provas objetivas com a da redação, usando a metodologia do MEC [Que consiste em multiplica por quatro a nota das provas objetivas, somar com a prova da redação e dividir por 5], entre as escolas públicas, a maior média das provas objetivas foi obtida pela Escola Delmiro Golveia (463.73), seguida da Escola Auton Aragão (448.31), Antonio Pereira de Farias (442.25) e Dona Thereza Odette (412).

Já quando somamos as médias das notas das provas objetivas com a da redação, o cenário não muda, também a escola Delmiro Gouveia fica na frente (462,11), seguida pelo Auton Aragão (449,04), Antonio Pereira de Farias (434,67) e Dona Thereza Odette (429,66).

Auton Aragão mostra grande evolução

Destacamos o avanço da escola Auton Aragão que, em 2012, estava em último lugar entre as escolas públicas de Ipu e, agora, teve a maior média em linguagens e uma diferença, para a primeira colocada, nas médias das provas objetivas, de apenas 15,42 pontos e apenas de 19,59 pontos quando somadas as notas das provas objetivas com as da redação.

Não há grandes disparidades

Como demonstram os dados, não há grandes disparidades entre as médias das escolas privadas e públicas em Ipu, sendo que as privadas levam vantagem, mas vários são os fatores que explicam um melhor desempenho das escolas privadas, dentre eles está o nível socioeconômico mais elevado dos alunos, o que segue uma tendência nacional, segundo estudos.

De acordo com levantamento realizado pela Folha de São Paulo, apenas uma entre as 10 escolas mais bem posicionadas no ranking do ENEM 2016, elaborada pelo jornal, é da rede pública. Entre as escolas com as melhores médias, o padrão socioeconômico dos alunos é de nível elevado, o que evidencia uma relação importante entre nível socioeconômico e desempenho escolar. Nesse grupo de elite, as médias variam de 569,7 a 730,6 pontos. Na outra ponta, as escolas com notas mais baixas ou 10% do total são unidades estaduais de Ensino. Um terço delas tem alunos com perfil socioeconômico "baixo" e "muito baixo", os dois menores níveis.

Nem sempre as maiores notas espelham a realidade

As escolas que estão no topo do ranking podem não espelhar a realidade, uma vez que tais estabelecimentos, segundo a Folha de São Paulo, selecionam os melhores alunos, num colégio de aplicação tratado como independente de sua vasta rede. O estudo cita o exemplo do Colégio Objetivo Integrado, de São Paulo, e o Colégio de Aplicação Farias Brito, no Ceará, que tiveram apenas 34 e 44 alunos na prova, respectivamente.

Segundo o jornal, "O Farias Brito, tradicional grupo educacional do Nordeste, trata o Colégio de aplicação como escola independente. Mas na prática, são turmas formadas com os melhores alunos de outras unidades, selecionados desde o 6º ano."

Pioneira na estratégia, o Colégio Objetivo criou a sua unidade integrada em 2010. Com as notas dos 44 alunos que fizeram a prova em 2016, a sua média foi de 743,21, a maior do país. Como demonstra o jornal paulista, "turmas com bons alunos são formadas no 1º ano, mas só uma classe chega no 3º ano."

Com 331 alunos na prova, o colégio teve média de 620,89, o que a coloca na 199º entre as escolas com mais de 61 alunos no exame.

No caso do Colégio Central Farias Brito, com seus 338 alunos no ENEM 2016, sua média de 603,22 deixa o estabelecimento na 452º entre as escolas com mais 61 alunos inscritos.

Com informações do Blog A Mosca No Meu Pão (Professor Antonio Vitorino)
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