Segurança Pública não é prioridade. Bolsonaro destinou 60% de emendas para militares

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que a oposição a Bolsonaro deixou de existir, mas, mesmo o deputado sendo um capitão do Exército na reserva, ele não pode ser apontado como candidato da corporação.

"Institucionalmente, a posição das Forças Armadas é a mesma em relação a todos os candidatos, somos uma instituição de Estado. Bolsonaro deixou de ser militar há 30 anos. Atualmente, é um político, igual aos demais que estão se movimentando neste cenário para as eleições de 2018", afirmou o general ao Estadão.

Generais, brigadeiros e almirantes da ativa consultados pela reportagem avaliaram que as críticas ao parlamentar diminuíram. O fato de o deputado ter defendido a tropa durante as sessões da Comissão da Verdade, no governo Dilma Rousseff, que apurou crimes cometidos durante o Regime Militar, ajudou a romper as críticas contra Bolsonaro. Além disso, atualmente quatro dos 15 generais que integram o Alto Comando do Exército são colegas de Bolsonaro na turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras.

Prisão de Bolsonaro nos anos 80

Em setembro de 1986, o então capitão Jair Bolsonaro foi preso. Ele vinha escrevendo artigos criticando "salários baixos" da corporação e concedendo entrevistas. Mas o que pesou contra Bolsonaro foi a acusação de ter elaborado um suposto plano terrorista que previa a explosão de bombas em quartéis e outros locais estratégicos no Rio de Janeiro. Bolsonaro acabou se livrando da acusação. Recebeu como pena ficar alguns dias presos e ter de ir para a reserva.

Em busca de apoio

Bolsonaro compareceu no ano passado a praticamente todas as cerimônias de formaturas de escolas militares. Foi ovacionado em algumas ocasiões e é requisitado para selfies com os formandos. Desde seu primeiro mandato, o deputado já ouviu gritos de "líder, líder", em uma formatura da Academia Militar das Agulhas Negras, e de "mito, mito", em uma escola de formação de praças da Marinha.

Emendas Parlamentares

Um levantamento feito pelo Estadão mostra que Bolsonaro destinou quase 60% do total de suas emendas parlamentares para atividades relacionadas às Forças Armadas. Dos R$ 76 milhões indicados pelo deputado em emendas, entre 2014 e 2017, um total de R$ 45 milhões tiveram essa destinação.

O deputado reservou recursos para Marinha, Exército e Aeronáutica. A maior parte das rubricas orçamentárias foi para assistência médica e odontológica de servidores e militares, unidades de saúde, compra de equipamentos e ambulâncias, além da modernização de hospitais militares.

Quase todos os anos, ele garantiu verba para a Academia Militar das Agulhas Negras, onde se formou, e à brigada paraquedista do Exército. Procurado, o deputado não respondeu à reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O baixo desempenho como parlamentar que durante quase 30 anos não rendeu projetos para defender sua candidatura à Presidente da República. Suas emendas parlamentares são claramente direcionadas para a classe de militares. O fato de defender abertamente a ditadura e declarar em discursos que, se eleito for, nomearia militares para serem ministros, fazem de Bolsonaro um política voltado para defender apenas um grupo reduzido de pessoas ou classe, tipo os deputados da bancada ruralista que defendem as causas dos grande agricultores contra os trabalhadores ou os deputados da bancada evangélica que defendem causas religiosas contra as minorias.

Segurança Pública

Embora o Bolsonaro tenha um discurso em defesa da segurança pública, suas atitudes e direcionamentos de emendas parlamentares mostram outra coisa. A segurança pública é sua prioridade somente em discursos.

O que é Segurança Pública?

É tudo aquilo que tem como objetivo ou finalidade dar segurança ao cidadão. Que está direcionado para a segurança do cidadão. Exemplo: Manutenção dos criminosos perigosos encarcerados; iluminação pública; sinalização de ruas, avenidas e estradas; transformação de bairros problemáticos em bairros educadores, perícia forense, ministério público, punidade, etc. (Nilson Giraldi - Especialista em "Segurança Pública e Polícia". Artigo publicado no site da Policia Militar do Paraná).
Compartilhar no G+