Vídeo detalha as aberrações e fragilidades da condenação de Lula

Em um vídeo bastante didático, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, pontua todas os absurdos e fragilidades do processo sobre o triplex do Guarujá, cujo recurso será julgado em segunda instância no TRF4, em Porto Alegre, no dia 24 de janeiro.

Entre as fragilidades destacadas por Zanin, que constam no recurso da defesa, estão a competência indevida do juiz Sergio Moro para julgar o caso, uma vez que não há recursos da Petrobras no apartamento, o que caracterizaria o caso como parte da Lava Jato.

Outro grande absurdo é o cerceamento de defesa durante o julgamento em primeira instância e os grampos realizados contra os advogados dos escritório que defende Lula.

Mas o maior absurdo de todos é o uso da delação de Léo Pinheiro "como prova", sendo que delações precisam ser provadas, só que o Procuradoria Geral da República Rodrigo Janot, em um dos trechos destacados pela defesa de Lula, afirmou que "não há nenhum elemento de prova obtido a partir dessas tratativas preliminares já documentados em qualquer procedimento investigativo que seja."

Segundo os advogados de Lula, sobre o parecer de Janot na delação de Léo Pinheiro, "o documento deixa claro que a condenação do ex-presidente Lula jamais poderia ter se baseado nas palavras do corréu Léo Pinheiro", destaca a defesa, em nota.

"A verdade é que o único resultado possível é o reconhecimento da inocência do ex-presidente Lula e do caráter e do caráter ilegítimo do processo", constata Zanin.

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