Bancada do Ceará repercute sobre intervenção no Rio

A decisão do governo federal de intervir na segurança pública no Estado do Rio repercutiu junto à bancada cearense no Congresso.

Para o senador Tasso Jereissati (PSDB), os episódios de extrema violência demandam ações de todos os Poderes e da sociedade. “Precisamos de medidas estruturantes para combater às raízes do problema”, informou.

O senador José Pimentel (PT), por sua vez, garantiu que “a intervenção é o enterro da Reforma da Previdência”, que o governo prometia ver aprovada no próximo dia 28.

Câmara

O líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), admitiu que a intervenção é inevitável diante da crise no Rio pela ausência do prefeito Marcelo Crivella (PRB) e do governador Luiz Fernando Pezão (MDB), mas ele também avalia que a decisão do governo federal é para fugir do foco da Reforma da Previdência.

“Essa é uma saída honrosa do governo para não dizer que foi derrotado na Reforma, já que com a intervenção não se pode alterar a Constituição”, citou.

Para o deputado Ariosto Holanda, também do PDT, a intervenção aumentou o clima de revolta contra o governo.

Segundo Chico Lopes (PCdoB), a nomeação de um general como interventor, precisa ser vista com cuidado. Ele acrescentou que a intervenção decretada não pode servir para esconder os cortes de investimentos federais no setor.

Analogia

O deputado Cabo Sabino (PR) avalia que a intervenção no Rio de Janeiro é tardia. Na avaliação do deputado Danilo Forte (DEM), o problema da segurança está em todo o Brasil, e a crise no Ceará é mais drástica do que no Rio de Janeiro. “Quero que tenha essa ação também no Ceará”, disse.

Colaborou Carolina Curvello

Fonte: Diário do Nordeste


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