Chega ao Brasil novo remédio contra a esclerose múltipla

O tratamento é o primeiro que consegue frear um tipo mais agressivo da doença – a esclerose múltipla primária progressiva.

Brasileiros com esclerose múltipla ganharam mais uma opção de tratamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o remédio ocrelizumabe, da farmacêutica Roche, para as duas versões da doença: a remitente recorrente e a primária progressiva, que é mais agressiva e até então não tinha tratamento específico.

Estudos mostraram que, para esse tipo mais intenso da doença, o medicamento reduziu em 29% o ritmo de avanço da incapacidade para caminhar ao longo de seis meses, em comparação com um placebo. O fármaco também aplacou um pouco a degeneração provocada pela enfermidade.

Já para a versão remitente recorrente, que representa 80% dos casos e surge em crises, o ocrelizumabe freou a progressão da doença e melhorou os problemas de marcha. Ele, portanto, se junta a outras terapias disponíveis para esses pacientes.

Como funciona o remédio

O ocrelizumabe age como um anticorpo que será injetado nos pacientes a cada seis meses para barrar uma classe de células imunológicas, conhecidas como células B. Quando essas células estão funcionando normalmente, ajudam o corpo a combater infecções. Quando estão desajustadas, porém, contribuem para danificar o sistema nervoso central, desempenhando um importante papel para a progressão da esclerose.

Fonte: Saúde Abril



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