Fortaleza (CE): Suspeito de matar mãe e filha é preso e confessa crime

Corpos foram encontrados no fim de semana, em avançado estado de decomposição.

A Polícia Militar prendeu, nesta segunda-feira (18), Francisco José da Silveira, apontado como autor da morte de duas mulheres, no fim de semana. O crime aconteceu no bairro Bonsucesso, em Fortaleza. A prisão aconteceu no município de Cruz, 235 km da capital.

José confessou a participação no crime. De acordo com o coronel Antônio Gilvandro Oliveira, responsável pela prisão, o suspeito se mudou para o interior após a morte das vítimas, mãe e filha.

Os corpos de Cláudia do Nascimento Fernandes (37) e Letícia Fernandes Mendes (12), foram encontrados após populares sentirem um forte odor vindo do interior de uma residência. As vítimas estavam em avançado estado de decomposição. Com isso, a causa da morte deverá ser conhecida após resultados de laudos periciais.

Feminicídio

Segundo a presidenta da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Manuela Praxedes, feminicídio é um crime previsto no Código Penal Brasileiro desde 2015, e tem características específicas. "É um homicídio qualificado. É a morte de mulheres por serem mulheres", diz. A pena, porém, pode variar conforme a situação: durante a gestação, três meses depois do parto, contra menor de 14 ou maior de 60 anos, ou na presença de familiares (ascedentes ou descendentes).

"O número alarmante sobre o aumento das mortes de mulheres muito nos revela o tanto e o quanto nós somos alvos de toda uma cultura machista, patriarcal, reaça e misógina. Vivemos no século vinte e um, mas ainda se faz necessário lutar para encontrar visibilidade, vez e voz", comenta Videl Duarte, militante e integrante do Frente Favela Brasil-Ceará. "É necessário o poder público encarar as causas das mulheres com mais seriedade, Não há mais como invisibilizar o problema. Precisamos agir sobre esses dados, é necessário um real enfrentamento a essa onda de violência", explica. "E mais do que isso, é preciso que exista um diálogo com coletivos e movimentos de mulheres espalhados e resistindo pelo país", pede a militante.

Fonte: CNEWS
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