Hexa 2018: por que a seleção merece a confiança da torcida

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Com favoritismo , desta vez, justificado, Brasil estreia na Copa da Rússia com missão de transformar antiga frustração em glória inédita.

Depois de decepções, profundas mudanças na forma de enxergar o futebol e também com grande expectativa, a espera acabou. Chegou a hora da estreia do Brasil na Copa do Mundo. Diferentemente dos últimos anos, a seleção brasileira entra no maior evento futebolístico como um dos reais favoritos. Motivos não faltam para acreditarmos que quando pisar no gramado da Arena Rostov, às 15 horas (horário de Brasília), a Canarinho dará o primeiro dos sete passos em busca do inédito hexacampeonato e da cicatrização de uma ferida ainda dolorosa.

Quatro anos se passaram desde o maior vexame do esporte brasileiro. O lamurioso 7 a 1 ficará eternamente marcado na história da seleção e na memória dos brasileiros. Hoje, porém, começa a caminhada da redenção, algo que a seleção já mostrou ter força para conquistar.

Há pouca similaridade entre a equipe de 2014 e a deste ano.

Dos 23 convocados, só seis estiveram no último Mundial: Marcelo, Fernandinho, Paulinho, Willian, Thiago Silva e Neymar.

Os dois últimos, inclusive, não atuaram no “Mineirazo”, mas com exceção de Fernandinho, todos começarão jogando hoje, o que, impreterivelmente, agrega ao time titular um orgulho ainda mais ferido.

40% Pesquisa da Boa Vista SCPC revelou que 40% dos brasileiros confiam no título da seleção. Foram entrevistadas 1.000 pessoas

Dentre as profundas mudanças de lá pra cá, a principal não estará em campo, mas no banco de reservas. O Brasil só voltou a ser Brasil após a chegada do técnico Tite, que, em pouco tempo, deu nova cara ao time. Antes, a seleção era a 6ª nas Eliminatórias, correndo risco de sequer se classificar — o que seria outro fiasco retumbante.

O gaúcho de 57 anos resgatou a essência do futebol genuinamente verde-amarelo conquistando nove vitórias consecutivas, a liderança das Eliminatórias e se sagrando como o primeiro país a garantir em campo a vaga para o Mundial.

Em seis meses, o treinador transformou um time que parecia abatido numa equipe extremamente obediente taticamente e com o foco no coletivo, potencializando o talento individual dos jogadores. A Amarelinha é forte do camisa 1, Alisson, ao homem de referência, Gabriel Jesus, passando por uma defesa sólida e consistente, laterais intensos, meio-campo marcador e criativo e um ataque letal, que conta com um craque.

Neymar é a “cereja do bolo” de uma geração extremamente capacitada. O “cara” que chama pra si a responsabilidade nos momentos decisivos.

A campanha irrepreensível — com vitórias tranquilas sobre Argentina, Colômbia e Uruguai — e os desempenhos sólidos e consistentes nos amistosos pré-Copa — incluindo triunfo sobre a Alemanha por 1 a 0, em Berlim —, fizeram renascer o respeito no cenário internacional.

Mais que isso, serviu para reacender nos brasileiros uma chama dizimada por um balde de água congelante naquele 8 de julho de 2014.

Prova disso é que 40% dos brasileiros acreditam que a seleção vai vencer o Mundial da Rússia e sete em cada dez acompanharão as partidas, segundo uma pesquisa da empresa Boa Vista SCPC, divulgada semana passada.

Animação, confiança, preparação bem feita, equipe talentosa, comando firme. Tudo isso a seleção brasileira tem. Vai ser preciso trazer ao campo, porque agora é pra valer. O hexa deve começar agora.

Fonte: André Almeida O POVO
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