Após ataques, ônibus de Fortaleza são recolhidos

(Foto: Julio Caesar/ O POVO)
A informação partiu das empresas associadas ao Sindiônibus; a empresa não atendeu às ligações.

Na tarde desta sexta-feira e no início da noite, foram registrados atos de violência por toda a cidade de Fortaleza e Região Metropolitana. Após pelo menos cinco ônibus terem sido incendiados na Capital, as empresas associadas que fazem de parte do sistema de transporte urbano de Fortaleza recolheram seus veículos.

O POVO Online tentou entrar em contato com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), por ligações, entre as 20h37min e as 21h50min, não tendo as suas ligações atendidas.

Entretanto, as empresas associadas que fazem parte do Sindiônibus declararam, por telefone, que receberam ordem para recolher os veículos, por questões de segurança.

Viação Fortaleza, São José e Aliança recolheram os carros por ordem do Sindiônibus. Vega recebeu ordem para recolher todos os carros, mas não soube informar se a ordem partiu da própria empresa ou do Sindiônibus. Embora os ônibus recolhidos não sejam mais liberados na noite desta sexta-feira, nenhuma empresa soube informar até quando dura a determinação, no entanto.

Dragão do Mar e Viação Urbana não atenderam as ligações. Siará Grande, Santa Maria, Maraponga e Terra Luz não tem seus contatos informados no site do Sindiônibus, portanto não foram contatados.

Em entrevista ao O POVO Online, um fiscal de uma das empresas, que preferiu não se identificar, contou que acha pouco provável que os carros voltem a circular sem escolta policial. "Não tem segurança nenhuma", disse ele. Entretanto, ele acha que a circulação deve voltar amanhã.

Alguns leitores enviaram relatos ao O POVO Online, com informações sobre a demora dos ônibus. Um deles, que estava em uma parada de ônibus na avenida. Abolição, relatou que a parada estava lotada, mas ainda passavam ônibus. Embora no aplicativo que faz o rastreamento dos veículos apenas quatro linhas estivessem disponíveis, um dos cobradores, quando perguntado, disse que o fluxo estava normal.

Fonte: O POVO
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