Como funcionam os anti-inflamatórios?

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Voçê também é daquelas pessoas que quando bate aquela dorzinha de cabeça ou está com febre já recorre aos anti-inflamatórios? Esse é um hábito comum entre muitas pessoas, já que essa classe medicamentosa contribui para o tratamento de diversas inflamações. Embora os anti-inflamatórios sejam vendidos livremente no Brasil, ou seja, sem prescrição médica, é importante ressaltar que, como qualquer outro medicamento, é necessário ser usar com cautela.

Antes de entender o que são os anti-inflamatórios, precisamos dar uma passo para trás e entender o que é uma inflamação. De acordo com a endocrinologista e metabologista Andressa Heimbecher, a inflamação é muito mais do que um corte ou região dolorida. Na verdade, a inflamação é um processo de defesa do organismo que também pode ocorrer de forma difusa e crônica.

O que são os anti-inflamatórios? Segundo Patrícia Moriel, professora do curso de Farmácia da Fcf/UNICAMP, os medicamentos anti-inflamatórios são capazes de impedir ou amenizar uma reação de inflamação.

"A reação de inflamação geralmente acontece como uma resposta do nosso sistema imunológico a alguma infecção ou lesão nos tecidos do organismo. Os principais sintomas de uma inflamação são calor, rubor e dor", diz Patrícia Moriel.

Além disso, Levi Jales, reumatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo aponta que o mecanismo de ação dos anti-inflamatórios é a inibição das prostaglandinas, reduzindo a vasodilatação e o edema da região inflamada.

Tipos de anti-inflamatórios

Existem três classes de anti-inflamatórios: não hormonais (AINEs), hormonais (corticoides) e fármacos anti-reumatoide.

"Os AINEs são os fármacos mais usados atualmente: encontram-se mais de 50 tipos diferentes disponíveis no mercado global", comenta Patrícia Moriel.

O mecanismo de ação dos AINEs é a inibição de uma enzima chamada ciclooxigenase (COX), que possui duas formas diferentes, denominadas COX-1 e COX-2. Essas enzimas têm funções específicas no nosso organismo, atuando, por exemplo, como mediadoras de inflamação e influenciadoras na agregação plaquetária.

Apesar de alguns medicamentos AINEs serem vendidos sem receita médica, como a Aspirina e Ibuprofeno, isso não significa que devam ser usados sem parcimônia.

"No caso de inflamações, o paciente não deve hesitar em procurar ajuda médica. Mas, se for à drogaria e decidir comprar algo para aliviar uma dor momentânea, como paracetamol ou dipirona, é fundamental pedir orientação de uso ao farmacêutico. Doses exageradas podem causar intoxicações e ter efeitos adversos caso a pessoa já tome outros medicamentos ou esteja grávida, por exemplo", afirma a professora.

Fonte: www.minhavida.com.br
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