Empate entre Ciro e Haddad põe pressão sobre apoio de Camilo

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O empate entre Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) na mais recente pesquisa Datafolha aumenta expectativas de correligionários sobre a disputa do eleitorado cearense pelos dois candidatos e também faz crescer a pressão do PDT e do PT no Estado sobre o governador Camilo Santana, petista apadrinhado pelos irmãos Ferreira Gomes, que, até o momento, não tem pedido votos para nenhum dos presidenciáveis.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, acredita que Camilo, antes do pleito do dia 7 de outubro, confirmará apoio a Ciro Gomes. No entanto, o presidente estadual do PT, Moisés Braz, espera que o petista cumpra compromisso firmado durante Encontro de Tática Eleitoral, de apoio à candidatura da sigla à Presidência da República.

Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (14) mostrou que Haddad e Ciro estão empatados com 13% das intenções de voto. Ao Diário do Nordeste, Carlos Lupi opinou que Haddad "já foi até onde poderia ter ido e, quando começar a artilharia pesada, ele começa a baixar". Questionado se tal "artilharia" partiria de Ciro, o dirigente afirmou apenas que "as críticas, os questionamentos, a rejeição do PT, que seria de 62%, tudo isso fará com que ele pare de crescer".

Lupi destacou, porém, que apesar de Ciro e Haddad estarem disputando vaga no segundo turno, os dois não são adversários diretos. "Nosso adversário é o pensamento que o (candidato Jair) Bolsonaro apresenta. Isso é um risco para a Nação, ruim para a democracia". Ele disse ainda acreditar que, no momento certo, o governador tende a estar ao lado de Ciro Gomes. "Acho que é natural que ele fique com o Ciro. O Camilo é fruto da liderança do Ciro e do Cid no Ceará".

Cobrança

Do outro lado, petistas exigem que o governador apoie, de forma incondicional, o nome de Haddad. De acordo com Moisés Braz, um voto fará toda a diferença no pleito deste ano, e o apoio no Ceará é importante para a candidatura petista. "O Camilo precisa dizer ao eleitorado que o candidato dele é o Haddad. É isso o que estamos cobrando".

Para o dirigente, nos próximos dez dias a tendência é que Fernando Haddad ultrapasse os adversários na disputa, inclusive Ciro Gomes. No entanto, ele também destacou que o pedetista não é o adversário do PT, mas a direita, representada, segundo Braz, por Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE
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