Haddad: Bolsonaro precisa de terapia

Image-0-Artigo-2460106-1

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, elevou o tom das críticas contra seu adversário do PSL, o capitão reformado Jair Bolsonaro, e disse, ontem, no Rio, que ele precisa de um tratamento psicológico porque é "intolerante" contra mulheres e negros. A declaração o ocorre um dia após ele ver a vantagem do candidato do PSL ampliar para 10 pontos percentuais, segundo pesquisa Ibope da segunda.

Haddad disse ainda que fez mais pelo Rio, quando comandava o Ministério da Educação, do que Bolsonaro, que é deputado pelo estado há quase 28 anos.

"Façam a conta do que ele recebeu de salário, o patrimônio dele é de R$ 15 milhões. O pessoal fala que Bolsonaro é pobre, só se for na Suíça. Aqui é muito rico. O que ele trouxe para cá? O que ele trouxe foi mais ódio, mais violência, mais intolerância contra mulher e contra o negro, porque ele tem algum problema psicológico contra mulher e contra o negro", atacou.

A agenda do ex-prefeito de São Paulo previa uma caminhada no calçadão de Duque de Caxias, mas ele fez apenas um breve discurso ao lado da van que o levou até o início do calçadão. "Sou a favor inclusive que a Câmara Federal pague um tratamento psicológico para os deputados que têm problema com mulher", disse Haddad.

O petista alertou que está sendo vítima de uma campanha "cheia de lixo", com "vídeos" mentirosos no WhatsAppp, e que eles devem tomar cuidado com essas informações. Haddad também disse que quer debater com Bolsonaro no debate da TV Globo, amanhã, e criticou o PSDB. "Temos sofrido muito ataque do PSDB, mas isso não está favorecendo o PSDB, está favorecendo o fascismo. Alimentar o ódio é alimentar o fascismo. Quanto mais a gente alimentar o ódio, mais o fascismo vai crescer. Parte expressiva da elite brasileira abandonou a social democracia para o fascismo", disse.

Fonte: Diário do Nordeste
Compartilhar no G+