Primeira reunião de bloco de oposição sem PT é articulada por Cid

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Ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT) disse que o bloco, que teria cinco legendas, pode chegar a 17 senadores.

Representantes de cinco legendas no Senado se reúnem amanhã em Brasília para discutir a formação de um bloco de oposição ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

O movimento, articulado pelo senador Cid Gomes (PDT), pretende consolidar grupo que, segundo o pedetista, pode chegar a 17 senadores.

Em conversa com O POVO, Cid disse ontem que, além do PDT, fariam parte do blocão Rede, PSB, PRP e PPS. "A gente vai ter um passo importante nesta quarta-feira, quando os senadores desses partidos devem sentar", disse o ex-governador.

De acordo com Cid, o grupo, que também deve procurar parlamentares do PSDB e PHS, pode resultar na formação de chapa para a disputa pela presidência do Senado.

"Esse ajuntamento, se ele chegar a um número que se aproxime de 41 senadores, é possível a gente pensar na apresentação de uma candidatura", respondeu o ex-ministro.

"O PSDB tem um nome que atenderia o perfil, que é o Tasso, mas creio que outros partidos também devem apresentar. Se for só um nome, ótimo. Se tiver mais de um nome, a gente encontra forma de encontrar um consenso."

Questionado se o bloco deve isolar o PT no Senado, Cid negou. "Esse bloco não exclui ninguém. Exclui quem age como oposição sistemática ou situação automática."

Para ele, "quem estiver disposto a não ter essa postura, nem de ser do contra, qualquer que seja o projeto, é bem-vindo nesse ajuntamento de brasileiros procurando que o Senado tenha uma postura moderada".

Senador reeleito, Randolfe Rodrigues (Rede) concorda. "Tem medidas do Planalto que nós queremos dialogar. Não vamos ser irresponsáveis de ser contra, por exemplo, medidas de combate à corrupção".

Segundo Randolfe, não há "nenhuma pretensão de fazer isolamento de nenhum partido". Ele admite que o PT deve tomar posições parecidas com as do bloco, mas acredita que a legenda fará oposição sem tanta possibilidade de diálogo.

O deputado federal José Guimarães (PT) afirmou que não irá "perder tempo em ficar adjetivando qual o tipo de oposição" e que "nosso papel, dado pelas urnas, é fazer oposição contundente ao governo Bolsonaro".

Com a possibilidade de uma futura articulação na Câmara, o presidente do PPS, Roberto Freire, projeta que os deputados federais do partido devem permanecer independentes, mesmo com os senadores integrando o bloco.

A razão seria falta de autocrítica das legendas que costuram essa aliança. "Precisam fazer autocrítica do tempo que sustentaram o governo do PT, não é só dizer agora que quer se afastar", ressalta.

Fonte: O POVO
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