Jair Bolsonaro endossa ataques do filho a Bebianno


O presidente Jair Bolsonaro compartilhou na noite dessa quarta-feira (13) em sua rede social postagem em que seu filho Carlos Bolsonaro afirmou ser uma mentira declaração do ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno. Ele retransmitiu na sua conta oficial do Twitter mensagem na qual seu filho diz que o ministro não conversou com o presidente sobre a revelação do esquema de candidaturas laranjas do PSL, revelado pela Folha de S.Paulo.

“Ontem estive 24h do dia ao lado do meu pai e afirmo: ‘É uma mentira absoluta de Gustavo Bebbiano [sic] que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pelo Globo e retransmitido pelo Antagonista”, ressaltou o filho do presidente. Nomes importantes da bancada do PSL na Câmara se manifestaram sobre o caso, aumentando a tensão no partido, que está sob pressão com a denúncia sobre o uso de candidaturas laranjas para desviar verba do fundo partidário nas eleições.

Episódio

No centro do episódio estão o presidente atual do PSL, o deputado federal Luciano Bivar (PE), e Bebianno, que presidiu o partido no ano passado, inclusive durante o período eleitoral.Bolsonaro quer uma solução rápida para o caso, discutiu com o ministro e o fez cancelar agendas, o que aumentou a pressão entre aliados para que Bebianno peça para sair do governo. Nessa quarta (13), a Folha de S.Paulo revelou ainda que Bebianno liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, que repassou parte do dinheiro para uma gráfica registrada em endereço de fachada -sem maquinário para impressões em massa. O ministro nega irregularidades e diz que cuidou apenas da eleição presidencial.O PSOL protocolou representação contra o PSL na Procuradoria-Geral da República sobre as suspeitas de uso de laranjas em campanhas eleitorais de membros do partido.

Alta

Depois de 17 dias internado, o presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do hospital Albert Einstein, em São Paulo, nesta quarta (13), e permanecerá no Palácio da Alvorada em descanso até o fim de semana -acompanhado por equipe médica.

Submetido em 28 de janeiro (um dia após ser internado) a uma cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal e retirada da bolsa de colostomia, Bolsonaro deveria ter alta após dez dias, pela previsão inicial, mas teve sua saída postergada diante de um diagnóstico de pneumonia.

O presidente deixou o hospital às 12h20 com destino ao aeroporto de Congonhas, de onde embarcou no avião presidencial para Brasília.

“Os médicos prescreveram que ele se mantenha em descanso e faça uma autoavaliação de receber ou não ministros”, disse o porta-voz Otávio do Rego Barros, em Brasília.

Em nota, a equipe médica disse que Bolsonaro recebeu alta “com o quadro pulmonar normalizado, sem dor, afebril, com função intestinal restabelecida e dieta leve por via oral”.

Fonte: O ESTADO
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