Arábia Saudita diz que retomou parte da produção em instalações atingidas por ataque

Príncipe Abdulaziz bin Salman, ministro da Energia da Arábia Saudita, em coletiva de imprensa após ataques a instalações petroleiras — Foto: Waleed Ali/Reuters

Expectativa da petroleira Aramco é normalizar produção de petróleo até o fim deste mês.

O ministro da energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, anunciou nesta terça-feira (17) que as instalações petroleiras retomaram parte da produção interrompida pelo ataque ocorrido no sábado.

Entenda os possíveis impactos dos ataques na Arábia Saudita.

As explosões interromperam a produção de 5,7 milhões de barris de petróleo por dia – equivalente a mais da metade dos 9,6 milhões produzidos diariamente segundo a agência Associated Press e 5% da produção mundial.




Bin Salman também afirmou que não sabe quem está por trás do atentado. O governo dos Estados Unidos insinuam que o Irã tenha relação com os ataques, enquanto os rebeldes houthis do Iêmen – apoiados pelo regime iraniano – assumiram autoria (leia mais adiante sobre o assunto).

ANÁLISE: O risco de guerra contra o Irã

Segundo Yassir al-Rumayyan, presidente da Aramco – companhia saudita proprietária das instalações –, a capacidade de produção voltará ao normal até o fim de setembro. Inclusive, a empresa espera ampliar a produtividade para 11 milhões de barris por dia nas próximas semanas e 12 milhões no fim de novembro.

Usar reservas ou produzir mais: opções frente à alta do petróleo Nesta terça-feira, os preços do petróleo voltaram a cair após dispararem na segunda-feira. Por volta das 15h20 (horário de Brasília), o petróleo Brent recuava 5,65%, a US$ 65,12 por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos caía 5,02%, a US$ 59,74 por barril, segundo a Bloomberg.

Ataque a petroleira saudita




Drones atacaram ao menos duas instalações da Aramco, maior petroleira do mundo no sábado, em um incidente que fez disparar o preço do petróleo no mundo e acirrou a crise no Oriente Médio.

Logo após os ataques, rebeldes houthis iemenitas reivindicaram autoria. O grupo é aliado do Irã e luta do lado oposto à Arábia Saudita na Guerra do Iêmen – a maior crise humanitária do planeta em 2018 segundo a ONU.

Os Estados Unidos sugerem que o governo iraniano esteja por trás dos ataques. O presidente Donald Trump, inclusive, disse que Washington não descartava uma resposta militar ao atentado – a Arábia Saudita é aliada dos EUA. Além disso, a monarquia saudita afirmou que os autores do atentado utilizaram armas iranianas.

O Irã, entretanto, nega ter relação com os ataques. Nesta terça-feira, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, descartou qualquer negociação com os Estados Unidos.

Fonte: G1
Compartilhar no G+