Em cama hospitalar, jovem acompanha desfile cívico em Fortaleza da garagem de casa


A família de Venicio Rattacaso coloca a cama do jovem próximo ao portão e um guarda-sol para que ele acompanhe o desfile que passa na rua de sua casa.

Nem mesmo a limitação física e o fato de estar acamado são capazes de driblar a paixão de Venicio Rattacaso, 29, pelo tradicional desfile cívico-militar, em Fortaleza, realizado em comemoração à independência do Brasil. Com uma deficiência não especificada pela família, ele conta com o auxílio do irmão, o analista de sistemas Reginaldo Matos, 40, para acompanhar a movimentação todo ano.

Na casa em que moram – localizada na Rua Almirante Barroso, no Bairro Praia de Iracema – Reginaldo improvisa um espaço na garagem, com maca e guarda-sol. Uma equipe de saúde também acompanha Venicio para lhe prestar apoio.

“Ele gosta muito. Fica animado porque as pessoas vêm conversar com ele. É uma boa oportunidade de ver mais gente, conhecer o que os profissionais fazem”, conta. “Mesmo com o sol forte, a gente fica aqui até terminar”, diz o irmão de Venicio.




A dupla de irmãos é apenas um recorte da quantidade de pessoas que aproveitam o 7 de setembro para ir às ruas e ver, de perto, o fluxo de oficiais militares e entidades da sociedade civil prestando tributo ao país. Autoridades como o vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan, e outros representantes do poder público acompanharam a movimentação, que concentra milhares de pessoas, seja nas calçadas das casas ou junto a grades, próximo do cortejo.

Novo percurso

Em 2019, o percurso pela capital cearense passou por alteração. Tradicionalmente realizado na Avenida Beira Mar, seguiu desta vez pela Avenida Historiador Raimundo Girão e Abolição, devido às obras de requalificação da Beira Mar.

No total, 200 agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) e orientadores foram convocados para o controle da circulação de veículos na região.



O reforço facilitou para que a vendedora Ana Carolina Sousa pudesse trazer o pequeno Lorenzo. Segundo ela, o fascínio do menino pela Polícia Militar, de uma forma específica, o acompanha desde o primeiro ano de vida.

“Sempre quando ele via a polícia ficava desesperado para poder falar com os agentes, e a gente tinha que falar, se não ele chorava”, explica. “Ele sempre usa essa fardinha, inclusive já teve até um aniversário com tema de polícia. A intenção dele hoje aqui é cumprimentar todo mundo”, ri a mãe.

Fonte: G1
Compartilhar no G+