Buscas por desaparecidos no desabamento do Edifício Andrea, em Fortaleza, chegam ao 4º dia

Ação de resgate dos desaparecidos sob os escombros do Edifício Andrea, em Fortaleza, segue há quatro dias, sem interrupções — Foto: Camila Lima/SVM

Seis mortes foram confirmadas e outras quatro pessoas ainda são procuradas pelas equipes de resgate.

Os trabalhos de busca pelas pessoas desaparecidas no desabamento do Edifício Andrea, em Fortaleza, chegaram ao quarto dia nesta sexta-feira (18). Seis pessoas morreram e outras quatro estão desaparecidas. Sete vítimas foram resgatadas vivas dos escombros do prédio.

Na quinta-feira (17), dois corpos foram localizados nos escombros e retirados. Antônio Gildasio Holanda Silveira, de 60 anos, e Nayara Pinho Silveira, de 31 anos, pai e filha, tiveram as identificações reveladas pelo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Eduardo Holanda.

No fim da noite, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) emitiu nota informando ter retirado e identificado mais dois corpos: de Maria da Penha Bezerril Cavalcante, de 81 anos, e de Rosane Marques de Menezes, de 56 anos.

Quem são as pessoas que morreram no desabamento Na quarta-feira, havia sido retirado o corpo de Izaura Marques Menezes, de 81 anos, que é avó de Fernando Marques, de 20 anos, o primeiro sobrevivente resgatado do desastre. Izaura também é esposa de Vicente de Paula Vasconcelos de Menezes, de 87 anos, que segue desaparecido, e mãe de Rosane Marques de Menezes, de 55 anos, que também morreu no desastre.

Na terça-feira, Frederick Santana dos Santos, de 30 anos, entregador que estava em um mercadinho que funcionava ao lado do prédio, foi o primeiro morto identificado.

O que se sabe até agora

Edifício Andrea desabou às 10h28 do dia 15 de outubro

Até a última atualização desta reportagem, havia 6 mortos, 7 resgatados com vida e 4 pessoas desaparecidas

O prédio ficava no cruzamento na Rua Tibúrcio Cavalcante com Rua Tomás Acioli, a cerca de 3 quilômetros da Praia de Iracema, região turística da capital cearense

A prefeitura disse que a construção do prédio foi feita de maneira irregular e ele não existia oficialmente, mas o G1 localizou o registro do imóvel em um cartório da capital: a existência do edifício é conhecida desde 1982

Testemunhas contaram que o edifício estava em obras

Ruas no entorno do edifício foram bloqueadas e sete imóveis próximos ao local do desabamento foram interditados




Fonte: G1 Ceará
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