Operação contra ataques criminosos no Ceará captura 170 pessoas

"Operação Contra-Ataque" captura 170 envolvidos nos ataques criminosos no Ceará. — Foto: Divulgação/SSPDS

A polícia saiu em busca de responsáveis pelos incêndios a veículos e áreas públicas no Ceará desde o dia 20 de setembro.

As polícias Civil e Militar prenderam um total de 170 pessoas por suspeita de envolvimento nos ataques criminosos ocorridos no Ceará desde o dia 20 de setembro. As prisões ocorreram nas duas fases da Operação Contra-Ataque, em 27 de setembro e 3 de outubro.

Nesta quinta-feira, a polícia deteve 101 suspeitos dos atentados. A Polícia Civil, utilizando 280 agentes, cumpriu diversos mandados de prisão e busca e apreensão. Os focos foram as cidades de Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Sobral, Itapipoca, Canindé, Iguatu, Quixadá e Juazeiro do Norte. Foram 75 presos e 12 adolescentes apreendidos.

Já a Polícia Militar empregou mais 2 mil policiais no período da noite, em todo o estado, em complemento às equipes que já atuam diariamente nas ruas. Os alvos foram as comunidades com maiores índices criminais.

Também foram realizadas blitze com abordagens a carros e motos na capital, na região metropolitana e no interior do estado. Durante as ações, 14 pessoas foram capturadas, com a apreensão de 19 armas de fogo e 4,5 quilogramas de drogas.

Outras capturas

Na primeira fase da "Operação Contra-Ataque", iniciada na sexta-feira (27), 69 pessoas foram alcançadas pela polícia em todo o Ceará. Foram cumpridos 48 mandados pela Polícia Civil, sendo 38 de prisão, quatro de busca e apreensão e outros seis de apreensão de adolescentes. Um homem foi flagrado por posse ilegal de arma de fogo.

Durante a noite do mesmo dia, a Polícia Militar capturou 24 adultos e um adolescente. Também foram encontradas 11 armas de fogo, um simulacro de arma de fogo 11 celulares, um carro, uma moto, aproximadamente R$ 620,00 em espécie e cerca de dois quilogramas de drogas.

Sequência de crimes




O Ceará teve mais de 100 ataques entre 20 e 30 de setembro coordenados por membros de uma facção criminosa.

Segundo o secretário da Segurança, André Costa, a sequência de crimes é uma represália de presidiários contra medidas mais rigorosas nas detenções, com fiscalizações mais frequentes, apreensão de celulares e fim da visita íntima. Conforme André Costa, os presos querem "regalias de volta".

Camilo Santana afirmou em entrevista que os 238 presos por envolvimento nos ataques "irão cumprir a pena devida".

"Todos irão para a cadeia e irão cumprir a pena devida em relação a esses episódios. Esses crimes realizados recentemente são uma reação dos grupos organizados tentando intimidar o estado pelo rigor que temos feito dentro do sistema prisional. Nós não estamos sendo intimidados, e vamos mostrar que quem manda é o Estado."

Fonte: G1 Ceará
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