Quatro vítimas do acidente com VLTs em Fortaleza continuam hospitalizadas

Composições do VLT colidiram de frente na Avenida Aguanambi, em Fortaleza. — Foto: Helene Santos/ Sistema Verdes Mares

Além dos dois maquinistas que ficaram presos às ferragens, dois passageiros seguem internados em unidades de saúde de Fortaleza.

A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), que gerencia o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) Ramal Parangaba-Mucuripe, confirmou a existência de mais dois passageiros que seguem internados em unidades de saúde distintas da Capital após o acidente ocorrido no sábado (28). A análise foi verificada, segundo o órgão, em nota, "durante esta semana, no decorrer dos trabalhos de assistência às vítimas do acidente".

No sábado, dois trens colidiram frontalmente no cruzamento das avenidas Aguanambi e Bartolomeu Gusmão, no bairro de Fátima, em Fortaleza. Os maquinistas ficaram presos às ferragens, mas estão em estado estável em unidades de saúde de Fortaleza. O acidente deixou 38 feridos.

O Metrofor confirmou os nomes de Francisco Cícero Gomes de Melo, de 44 anos, cujos cuidados são realizados no Instituto Dr. José Frota (IJF); e Ezeneti Pereira de Morais, internada no hospital Uniclinic. "Além de Francisco e Ezeneti, os condutores Jonas Targino e Luiz Gonzaga seguem em unidades de saúde, ambos em situação estável, recebendo os cuidados médicos necessários", informou a Companhia.

Passageiro

O filho do advogado Francisco Cícero, o estudante Bruno Melo, de 22 anos, disse que o pai sofreu duas fraturas na colisão. "Ele sofreu duas contusões, uma no osso do ombro direito, que foi dividido em duas partes, e uma na cabeça. Nesta, a cirurgia requereu cinco pontos".

De acordo com o estudante, Cícero foi prontamente encaminhado ao IJF após o acidente. Lá, contudo, o pai demorou a ter um atendimento adequado. "Ele chegou lá mais ou menos às 13h e ficou no corredor. Foi para o leito apenas às 21h", narra.

Segundo Bruno Melo, o acesso ao leito só foi possível após várias conversas com responsáveis pela gerência da unidade de saúde. "Conseguimos junto à administração do hospital. Alguém 'de dentro' (do IJF), com boa vontade e poder de mando, deve ter visto a real situação dele e que não tinha a mínima possibilidade de ficar no corredor", completa.

O filho do advogado acrescenta que Cícero permanece sendo medicado constantemente contra as dores no ombro e aguarda na fila pela cirurgia necessária, para a qual, conforme Bruno, ainda não foi definido prazo, em razão da lotação do hospital.

O Metrofor ressaltou que após a identificação dos casos, equipes foram mobilizadas para dar apoio, a fim de "ficar próximo ao paciente e de sua família, acompanhando a evolução do quadro de saúde, e as demandas geradas, no sentido de auxiliar na resolução imediata de eventuais problemas".

O G1 entrou o contato com o IJF para requerer mais informações sobre o estado de saúde e o atendimento de Francisco Cícero, mas não foi respondido até a publicação desta matéria.

Momento de vida

Bruno Melo relatou que o pai usava a linha Parangaba-Mucuripe do VLT uma ou duas vezes na semana. No dia do acidente, o advogado, que mora em Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza, usou a linha para se deslocar à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE). Cícero iria se reunir com um colega, para conversar sobre detalhes da publicação de um livro, que seria realizada na quinta-feira (3).

Além disso, Cícero também se preparava para comemorar mais um ano de vida, uma vez que o aniversário de 45 anos do advogado é na sexta-feira (4).

Fonte: G1 Ceará
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