EUA têm recorde mundial de mortos por Covid-19 em um dia, com 1.169

Paciente é retirado de ambulância no Broward Health Medical Center, em Fort Lauderdale, na Flórida, na quinta-feira (2) — Foto: Joe Raedle/Getty Images/AFP

Número foi registrado entre as noites de quarta e quinta-feira, superando recorde da Itália, de 969 mortes em 27 de março.

Os Estados Unidos registraram 1.169 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo contagem de referência realizada nesta quinta-feira (2) pela Universidade Johns Hopkins. Com esta cifra, o país teve o maior número de mortes em 24 horas, desde o início da pandemia, em todo o mundo.

O pico anterior para um dia aconteceu na Itália, onde 969 pessoas morreram em 27 de março. O país europeu somou mais de 13,9 mil mortos, enquanto a Espanha superou os 10 mil.

A contagem dos EUA foi baseada em dados colhidos entre quarta (1) e quinta-feira. Na manhã de sexta-feira (3) o país já registrava mais de 6 mil mortes e ao menos 245 mil casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, segundo a Johns Hopkins.

Mais cuidados

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, recomendou na quinta-feira aos moradores da cidade cobrir o rosto quando estiverem em público, mesmo se for com uma máscara caseira.

“Quando se coloca a cobertura de rosto, todos são protegidos”, ele afirmou.

Na quarta-feira, o prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, já havia pedido para que os residentes da cidade usassem máscara quando estivessem em público.

1 milhão de casos no mundo

Também na quinta-feira, o número de casos confirmados de Covid-19 no mundo superou a marca de 1 milhão. O total de mortos pelo novo coronavírus Sars-Cov-2, passou dos 50 mil.

Os diagnósticos da nova doença explodiram no último mês: em 2 de março, o mundo registrava cerca de 92 mil casos. Ou seja, o número de registros de Covid-19 aumentou quase 1.000% em 31 dias.

Entretanto, o número real de casos pode ser bem maior porque nem todos são diagnosticados e reportados. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem reforçado a necessidade de testar o máximo de pessoas possível.

Fonte: G1
Compartilhar no G+