Escultura 'Mulher Rendeira' desaparece após reforma em agência de banco em Fortaleza; artista denuncia que obra foi destruída


Escultura de Corbiniano Lins não foi mais vista na parte externa do prédio do banco, desde a última sexta-feira (29).

Uma intervenção durante a reforma do prédio de uma instituição financeira no Centro de Fortaleza gerou reclamações nas redes sociais após o sumiço de uma escultura intitulada “Mulher Rendeira”, do artista pernambucano Corbiniano Lins, que também é autor da estátua de Martim Soares Moreno e Iracema, no Mucuripe. Segundo a denúncia de um artista cearense, a obra foi destruída.

A escultura ficava localizada na parte externa do Banco do Brasil, no cruzamento da Rua Barão do Rio Branco com a Avenida Duque de Caxias, era protegida por grades, e podia ser observada por quem passava. Porém, na última sexta-feira (29), a estátua não estava mais no local.

Procurado, o Banco do Brasil não respondeu aos questionamentos sobre o que houve com a escultura até a publicação.

O cantor, compositor e produtor musical Calé Alencar relatou o caso através de uma publicação em uma rede social e o caso repercutiu entre os internautas.

De acordo com a postagem feita por Calé, parte da obra foi destruída a marretadas pelos operários que estavam trabalhando no local, em seguida alguém que estava passando interveio e recolheu os pedaços da estátua.

“Alertada por alguém que passou no local, uma pessoa foi até lá com uma Kombi e recolheu as partes do monumento, declarando aos operários o intuito de restaurá-lo. Menos mal”, escreveu em um trecho do post.

Conforme a Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), a escultura "Mulher Rendeira", do pernambucano Corbiniano Lins, não é propriedade do poder público municipal e se encontra em espaço privado.



Esclarecimentos

Ainda segundo a Secult, por ser uma arte de interesse histórico e cultural da Cidade, o órgão encaminhará um ofício para o Banco do Brasil, na segunda-feira (1°), solicitando esclarecimentos sobre o destino da estátua. No mesmo dia, será encaminhado um ofício para a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), órgão responsável pela fiscalização do Patrimônio Histórico-Cultural de Fortaleza, para que sejam tomadas as devidas averiguações e providências.

Fonte: G1
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