Salário de servidores no Ceará será mantido, mas governo estuda redução de jornada para terceirizados


A informação foi confirmada pelo governador Camilo Santana, que utilizaria a MP 936 para os possíveis cortes.

O salário dos servidores públicos estaduais do Ceará serão mantidos integralmente, afirmou, nesta quinta-feira (21), o governador Camilo Santana. Apesar da garantia, o chefe do Executivo cearense admitiu que está avaliando a redução de jornada e ganhos dos terceirizados.

Governo propõe antecipar férias de servidores durante pandemia Para os cortes, o estado utilizaria a Medida Provisória 936, em vigor desde o dia 1º de abril, que autoriza redução de salário e jornadas ou suspensão de contratos de trabalho.

"Estamos avaliando a possibilidade da MP 936 que permite uma negociação para que não haja demissões, mas isso tudo ainda está sendo avaliado, nada foi decidido ainda", ressaltou o governador. Ele acrescentou que, pelo menos por enquanto, o salário dos servidores não sofrerá alterações. "O salário do servidor público será 100% mantido. É um compromisso meu", destacou.

Em abril, Camilo Santana já havia declarado que não iria cortar os salários dos servidores. Na ocasião, Santana chamou de "fake news" os rumores sobre os cortes que circulavam em redes sociais. "Isso é mentira! Quero deixar claro o pagamento rigorosamente em dia dos servidores do Estado do Ceará", afirmou.

Dias após a declaração, secretário do governo do Estado teria revelado suposta redução no salário dos servidores nos meses de maio, junho e julho diante da queda na arrecadação cearense. Até o momento, o corte nos vencimentos não se confirmou.



Reunião com Bolsonaro

Ainda nesta quinta-feira (21), Camilo participou da reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e governadores para tratar da crise do novo coronavírus no país. Durante videoconferência, Bolsonaro defendeu o congelamento de salários de servidores até o ano que vem.

Ele pediu consenso em torno da manutenção dos vetos dele ao projeto de auxílio financeiro aos estados. Um dos trechos vetados permitia reajuste a servidores no período da pandemia. O congelamento era uma contrapartida pedida pelo governo, mas o texto foi modificado no Congresso.

"Bem como nesse momento difícil que o trabalhador enfrenta, alguns perderam seus empregos, outros tendo salário reduzido, os informais que foram duramente atingidos nesse momento, buscar maneiras de, ao restringirmos alguma coisa até 31 de dezembro do ano que vem, isso tem a ver com servidor público da União, Estados e municípios, nós possamos vencer essa crise", afirmou o presidente.

Fonte: G1
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