Hospital de campanha desmontado em Fortaleza após 15 dias custaria R$ 38 mil


Unidade anexa a hospital infantil foi desmontada após plano de contingência mostrar efetividade na unidade hospitalar, segundo a Secretaria da Saúde.

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou, nesta sexta-feira (5), que o aluguel da estrutura do hospital de campanha, montado no Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), custaria R$ 38,5 mil. A unidade temporária foi desmontada 15 dias após a instalação.

O hospital de campanha havia sido erguido em abril deste ano com foco no atendimento de crianças que viessem a contrair a Covid-19 e necessitassem de cuidados clínicos, contudo foi desmontado menos de um mês depois, no dia 16 de maio.

Após a retirada dos materiais do espaço, em 18 de maio, o Ministério Público do Ceará (MPCE) instaurou procedimento para avaliar se houve desnecessário uso de recursos públicos.

O Ceará é um dos estados mais afetados pela pandemia de coronavírus, com mais de 60 mil pessoas infectadas e mais de 3,8 mil óbitos.

Evolução mostrou 'não haver necessidade'

De acordo com a Secretaria da Saúde, o hospital de campanha foi pensado "prevendo um incremento sazonal no primeiro semestre no número de casos de Influenza, associado aos casos de Covid-19 no público infanto-juvenil".

Contudo, "a evolução do número de casos pediátricos de Covid-19 demonstrou não haver necessidade da estrutura temporária. Com isso, o Governo do Ceará optou por cancelar o contrato de locação da estrutura, instalada no HIAS", argumenta a pasta estadual em nota.

Conforme a Secretaria da Saúde, a unidade hospitalar havia realizado um plano de contingência que reservava 42 leitos pediátricos de enfermaria no próprio local para casos em crianças, além da ampliação de mais 60 leitos na Sociedade de Assistência e Proteção à Infância de Fortaleza (SOPAI), por parte da Prefeitura de Fortaleza.

Termina nesta sexta-feira (5) o prazo para que a secretaria entregue os documentos solicitados pelo MPCE com relação ao procedimento instaurado. O prazo já decorre de uma prorrogação solicitada pela própria Secretaria. Em nota, o órgão ministerial informou que "Somente após o recebimento e análise dos documentos solicitados, o MPCE poderá dar novo posicionamento sobre o tema.

Fonte: G1
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