Prisão de Queiroz gerou pior momento para o governo nas redes sociais


A prisão do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, localizado na manhã de quinta-feira (18) em Atibaia (SP), rendeu mais de 6,5 milhões de interações (curtidas e compartilhamentos) em duas das principais redes sociais utilizadas pelos brasileiros. Os usuários do Facebook e do Twitter interagiram com mais de 3.700 conteúdos online publicados pela imprensa, volume expressivo que foi motivo de queixa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), também em uma transmissão via redes sociais, na noite de ontem.

Os dados fazem parte de um levantamento da consultoria especializada em redes sociais Arquimedes obtido pela CNN. De acordo com o estudo, o ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente e ex-deputado estadual no Rio de Janeiro, é o assunto que causa maior constrangimento aos apoiadores do governo desde o início do mandato.

A repercussão da prisão de Queiroz nessas redes sociais, cujo conteúdo aberto pode ser monitorado, registrou 84% de menções críticas ao governo e 16% em defesa de Bolsonaro. Mas a análise qualitativa das postagens mostra que a linha de argumentação não foi como gesto de confiança à conduta de Flávio Bolsonaro, e sim de ataques a outros políticos.

Uma das principais postagens replicadas pelos apoiadores do governo foi o questionamento em relação a outros deputados estaduais suspeitos de praticarem “rachadinha”, esquema de desvio de parte dos vencimentos dos funcionários de gabinete. Os bolsonaristas seguiram o exemplo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que replicou uma lista de movimentações financeiras suspeitas encabeçada pelo petista André Ceciliano, atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio.

Outra linha de defesa captada pelo monitoramento foi a de que o presidente é alvo de “perseguição do sistema”, que não o deixaria governar e impediria a implementação de suas ideias para o país. A imagem mostra em azul as manifestações da base governista e, em vermelho, as postagens negativas.



Fonte: CNN Brasil
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