Polícia britânica oferece 10 mil libras por irmãos comparsas de estrangeiro preso em Fortaleza


Os dois, naturais da Escócia, são suspeitos de chefiarem a quadrilha mais poderosa do país de origem.

A Polícia britânica oferece uma recompensa de 10 mil libras, cerca de R$ 66 mil, pelo paradeiro dos irmãos James e Barry Gillespie. Eles são suspeitos de chefiar a quadrilha de tráfico de drogas e armas mais poderosa da Escócia e de serem comparsas do britânico James Joseph White.

James White foi preso em um apartamento de luxo em Fortaleza em 19 de junho. Na ocasião, a Polícia Federal acreditava que encontraria os dois irmãos no mesmo apartamento. Os três chegaram à capital cearense no início de 2020 e levava uma vida de luxo.

A Polícia Federal acredita que James e Barry Gillespie possam ainda estar no Ceará. No início deste mês, agentes da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) chegaram ao estado no intuito de procurar o traficante internacional e colher depoimentos de pessoas que conviviam com eles. As autoridades destacam que a dupla é de "extrema periculosidade".

O G1 entrou em contato com a Polícia Federal a fim de saber sobre o andamento da investigação e buscas pelos suspeitos. O órgão afirmou, por meio da Assessoria de Comunicação, que não iria se manifestar.

Prisão de James White



James White estava no imóvel com a namorada e um amigo, ambos brasileiros. Segundo a Polícia Federal, com ele foram apreendidos R$ 53 mil em espécie e um automóvel de luxo.

As autoridades investigam o que teria motivado com que o trio optasse por residir no Ceará e se pretendiam expandir as atuações do grupo no Brasil. Os homens são acusados por fundar um império multimilionário de tráfico de drogas e armas na Escócia.

O britânico preso tem extensa ficha criminal, incluindo homicídio, sequestros, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, tráfico de armas e explosivos. Ele permanece no Ceará e está recolhido no Centro de Triagem e Observação Criminológica (CTOC), na Grande Fortaleza.

White é suspeito por uso de documento falso e, conforme apuração do G1, ele estaria lavando dinheiro no Ceará. Não há data prevista para o preso britânico ser extraditado.

Fonte: G1
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